Iniciou-se nesta terça-feira, 16 de dezembro, a primeira oficina para a elaboração do Diagnóstico Social e Situacional do município. A iniciativa marca o começo de um processo que, ao longo de 15 meses, irá orientar o planejamento e a execução de políticas públicas locais, a partir de um levantamento estratégico da realidade social.
O diagnóstico está sendo construído em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio da Fundação FAPEN, com a participação ativa da sociedade civil e diversos órgãos ligados a prefeitura. A proposta é unir dados técnicos e diálogo direto com a população, para compreender as reais necessidades e demandas dos cidadãos.

Durante o processo serão realizadas oficinas em diferentes etapas, com o objetivo de promover a troca de conhecimentos, o fortalecimento de habilidades institucionais e a ampliação da participação social. Esses encontros serão abertos à população e abordarão temas essenciais para a compreensão das metas e dos caminhos à construção e elaboração do diagnóstico situacional do município.
Mais do que reunir dados estatísticos, o estudo busca ouvir a população sobre suas vivências e desafios cotidianos. A partir dessa escuta qualificada, o diagnóstico pretende contribuir para ações públicas mais eficientes e eficazes, ampliando o acesso aos serviços e promovendo a melhoria da qualidade de vida em Tangará da Serra.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Aparecida de Fátima Alves Lima, da Unemat, o trabalho inclui a análise dos instrumentos públicos já existentes, como planos municipais, com foco em sua execução e efetividade. “Após esse levantamento, vamos a campo ouvir as pessoas. Queremos compreender o alcance dessas políticas, se elas atendem às necessidades reais da população e quem, de fato, está sendo beneficiado”, explicou.
A proposta possibilita ampla participação social, especialmente de pessoas e grupos que integram as redes de atendimento do município, como crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres e atores envolvidos no enfrentamento ao trabalho infantil. “Trata-se de um estudo aprofundado, que busca dar mais precisão a elaboração e a execução de políticas públicas futuras”, destacou a professora.
A primeira oficina marca o início do trabalho prático, com a definição de diretrizes que irão nortear a condução do diagnóstico. Para a primeira-dama de Tangará da Serra, gestora do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM) e conselheira no Conselho Municipal dos Direitos da mulher (CMDM), Silvana Masson, a iniciativa atende a uma necessidade concreta do município.

“A Prefeitura, juntamente com o GPPM, identificou a importância de realizar um diagnóstico social e situacional. Esses dados serão fundamentais para aprimorar as políticas públicas já existentes e ampliar a cobertura e o acesso à comunidade, assim como dar sustentação para novas políticas públicas que de fato atenderão a população”, afirmou.
Equipe técnica – O trabalho será desenvolvido por uma equipe técnica formada pela Unemat por meio da Fundação FAPEN entre outros colaboradores, composta por professores, pesquisadores, estudantes e técnicos, garantindo rigor científico e experiência na área das ciências sociais.
Por: Guilherme Lustig
Fotos: Alexandre Cardoso


